Quem sou eu

Poeira do tempo

A história da minha família não está ligada a Conchas através de muitas gerações e, embora eu tenha sido registrado lá, nasci em outra cidade. Passei a infância e a adolescência em Conchas e durante muitos anos, tudo o que eu queria era me ver fora dela; o que acabou acontecendo quando vim para São Paulo estudar publicidade. Fiquei longas temporadas longe dela e de tudo o que me fazia lembrá-la.

Então, numa noite, há alguns anos, meu retorno a Conchas se tornou inevitável e nem em sonho imaginaria o quão profundamente adentraria em sua história outra vez. O meu contato, através da internet, com Toty Maya e o seu precioso material sobre a cidade, me emocionaram e me intrigaram. Também me invocou a lembrança do dia em que eu, ainda adolescente, folheava um álbum de fotos antigas do velho Pascoal Barone que, ao meu lado, dizia que aquelas eram imagens de uma cidade que já não existia e que estava sendo esquecida.


Hoje, recuperei parte dessas fotos que juntei a outras quase 3.000. Pois, desse encontro com a Toty o resultado foi uma abrangente pesquisa iconográfica sobre o CRB (nosso esquecido Clube), sobre a antiga igreja matriz (já demolida) e sobre a AAC (lugar dos primeiros jogos de futebol). E o mais importante: a descoberta de uma cidade com histórias interessantes e personagens inesquecíveis. Quando fui convidado pelo Miguel Maimone para criar a capa do seu livro de memórias e li os seus textos, isso tudo se confirmou.

Várias pessoas se tornaram parceiras nessa jornada ao passado, e gostaria de agradecer a todas que, generosamente, abriram seus baús e álbuns de família. De modo especial a duas delas que, além da querida Toty, colaboraram muito nesse resgate da história: Wilson (Baltazar) Diniz e sua esposa Claudia. Também ao Nelson Malheiro e Daniel Crepaldi pela permissão do uso de seus textos.


Pelo fato de não ser historiador, quero dizer que esse blog é a forma simples que escolhi para compartilhar um pouco desse tesouro que encontrei. São histórias, personagens e locais que fizeram parte da formação da cidade, e que estão aqui para serem lembrados antes que a poeira do tempo e o descaso das pessoas os sepultem de vez, e para sempre.


São Paulo, 28 de abril de 2011



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Praça Tiradentes


Otávio de Melo Annibal, 1954

Prefeito Marquinho Moraes e a esposa Anna (Nina) Moraes com os filhos: Mario, Antonia (Toty) e Claudiana, déc. 1940





João Paes, Lazinho Paes, Afonso Baccari, Mario Moraes e Munico Barone, 1961

 O Lgo. de Sta. Cruz (vide postagem "O Antigo Lgo. de Sta. Cruz), que é a atual Praça Tiradentes, foi ajardinado por volta de 1949 e 1950, na gestão do prefeito Marcolino Rodrigues de Moraes - Marquinho (1909-1997). As mudas foram doadas pelo Viveiro Manequinho Lopes, da Prefeitura de São Paulo, através de pedido de seu amigo, médico daquele município, Dr. Afonso Baccari. Vieram todas num caminhão e ficaram na residência do Sr. Marquinho até o plantio e a pedido da Sra Nina Moraes, várias mudas de quaresmeiras e magnólias foram incluídas. Os bancos da praça, em cimento, foram doações de comerciantes e famílias da cidade. A mureta que cercava o lgo. de Sta. Cruz, feita pelo pedreiro Izidro antes da década de 1940 foi aproveitada e mantida até a reforma feita em 2010, qdo foi retirada.
Se comparando com as cidades vizinhas, Laranjal Pta. e Pereiras, Conchas demorou a ter seu desejado "jardim" e o que somente foi possível graças ao serviço de encanamento de água e esgoto feito nessa mesma época pelo prefeito Marquinho Moraes. A inauguração aconteceu as 19h30 do dia 25 de junho de 1950 ao som festivo da nossa banda "Lira Antoniana". A partir daí o Lgo. de Sta. Cruz passou a ser definitivamente a Praça Tiradentes.
Pesquisa: Toty Maya - http://www.conchasmemorias.com.br/site/ e Nelson Malheiro e Daniel Crepaldi - "Em Busca de Raizes"


A Crônica de Miguel Maimone nos dá um panorama sobre o dia da inauguração.

Miguel Maimone, déc. de 1940
"- Agora vou mandar jorrar guaraná!

No dia da inauguração, na praça Tiradentes, escutei o prefeito Marquinhos falar enquanto abria a torneira que regaria a grama do novo jardim de Conchas.
Fiquei pasmo, incrédulo, mas já com a boca cheia de água.
Seu Marquinho falou com aquele ar de alegria que antecede um grande momento. Como seu hábito, saiu esfregando as mãos. Dona Nina a tiracolo, como era usual.
Fiquei ali, por uns instantes, questinando-me, como chegaria de tão longe o guaraná. São Paulo era muito longe, talêque!
Não seria mais fácil e rápido se viesse da fábrica de bebidas de Conchas?
Aquela da Conchaina, do Bertolaccini? Ou da sodinha, que o Quico Tonolli, fabricava?
Às dez da manhã, o sol torrava.
Até uma garapa resolveria! Ou um sorvete da carrocinha do Camilo.
Fiquei ali, imaginando o tempo que demoraria para crescer aquelas árvores escoradas nos bambus... Até crescerem e abrirem as flores, nossa mãe!
Ouvi a Lira Antoniana, no novíssimo coreto, Avante Camaradas, horas, dias, anos... Cresceram as árvores, abriram-se as flôres, aroma inesquecível no ar, no alto-falante a voz do Alcindo Guarino.
Jardim iluminado."
Miguel Maimone - "O Colecionador de Conchas"


Inscrições e localizações dos antigos bancos da praça (após a reforma feita em 1983)


Rua Rio de Janeiro defronte à escola Cel. (sentido mão de Direção)

Joanino e Gildo Maimone, 1950
1 Banco: Padaria Santo Antonio, Rua São Paulo 395 Tel-36 / 2 Banco: Padaria e Confeitaria Central, Rua São Paulo 225, Julio Pedro Milanez / 3 Banco: Irmãos Maimone, Funilaria Encanamentos e Concertos em Geral, Rua Minas Gerais 439 / 4 Banco: Casa Del Bem, Comécio e Industria, Rua Goias 425 Tel-7 / 5 Banco: Armazen de Secos e Molhados, Rafael Consani, Rua São Paulo 12-A Tel-30 / 6 Banco: Posto Shell, Antonio Daher, Rua São Paulo 248 Tel-104 / 7 Banco: Casa São Pedro Tecidos Armarinhos ETC, Rua São Paulo 274 / 8 Banco: Grafica Brasília, Imp. Carimbos ETC, Laranjal Paulista Tel-2107 / 9 Banco: Casa dos Presentes, De Naim Jorge

Rua Mato Grosso, defronte a Capela São Benedito

1 Banco: Posto Shell, Mariano Rossi LTDA, Rua Bahia S/N / 2 Banco: Posto Texac, Osias Souza Lopes, Saida Botucatu Tel- / 3 Banco: Serraria e Carpintaria São José, Julio Gaioto e Filhos, Rua A. Luvisoto 195 Cerquilho / 4 Banco: Banco Cruzeiro do Sul de SP, Agência Nesta Cidade, Rua São Paulo 209 Tel-11 / 5 Banco: Armazem de secos e Molhados, Sergio Bittencourt, Rua São paulo 115 Tel-102 / 6 Banco: Cerâmica São José, Telhas Francesas e Tijolos, Romulo Sbragia, Rua Pernambuco 55 / 7 Banco: Oferta de Euclides Maracini / 8 Banco: Olaria F. Mariano / 9 Banco: 10 Banco: Oferta F. Athanazio / Oferta DR. Carlos Augusto de Campos / 11 Banco: Oficina Santana, Marcenaria e Carpintaria Domingos Diana Sobrinho, Rua Pernambuco 216.

Criança NI, banco doado por Marquinho Moraes, déc. 1950
Rua São Paulo (Sentido Mão Direção)

1 Banco: Oferta Irmãos Jorge Elias Teofilo e Jair Elias Teofilo / 2 Banco: Lions Club / 3 Banco: Casa Alexandre Tecidos e Armarinhos, Amim Alexandre, Rua São Paulo 294 Tel-851133, Desde 1900 / 4 Banco: (Branco) / 5 Banco: Oferta de Dionísio Gomes Pinto / 6 Banco: Diario de São Paulo, Representante Miguel Jorge, Rua São Paulo 467, tel-43 / 7 Banco: Emporio Santo Antônio, Morais e Filhos, Rua Minas Gerais 428, Tel-43 / 8 Banco: Açougue Rio Grandense, Santo Elias, Rua São Paulo 317 / 9 Banco: Selaria e Tapeçaria Rocho, José Ayres Martins / 10 Banco: Café Paladini Padaria e Confeitaria, Rua Pernambuco 71 Tel-86 / 11 Banco: Moinho Santo Antonio, Irmãos Balarini Ind. E Com., Rua Sto. A. de Simone Neto 205 Tel-14.

Rua Goiás (na Praça Tiradentes)

1 Banco: Oferta Vereador Americo Milanez, Casa Milanes, Rua São Paulo 275 / 2 Banco: Oferta Vereador Nelson Paes Athanazio, Gestão 1983-1988 / 3 Banco: Transportadora Conchense LTDA, Tel-851213 / 4 Banco: S. E. Palmeiras, Milton Alfredo / 5 Banco: Oferta de Osvaldo Bonilha e Filhos, Rua Pernambuco 1535 / 6 Banco: Cerâmica N. Sra. Aparecida, Lopes e Cia LTDA, Tel-851212 / 7 Banco: (Branco) / 8 Banco: Tonhão Auto Elétrica, Rua José Mariano Neto 13 / 9 Banco: Amacon Materias p/ Construção / 10 Banco: Farmácia São Pedro, Anielo Roberto Fontanelli, Rua Rio de Janeiro 189 Tel-851522 / 11 Banco: Ricieri Milanes (Em Memória) / 12 Banco: Prefeitura Municipal de Conchas, 1983-1988.


Construção do coreto da praça Tiradentes, 24/04/1950





Moças em cima da Cisterna/Poço, início dos anos 1970.
1- Marcia Maimone; 2- Leila Moraes, 3- Valeria Beneton,
4- Ana Marcia Raposo, 5- Neusa Bertin e 6- Alice Alexandre  
 A Cisterna
  
Já não reflete vazia
bem lá no fundo a cisterna a imagem do ser cá encima, 

como outrora o fazia
dos seres e desta eterna a Luz que a todos anima, 

e do homem que porfia em tirar água do poço, sedento, sem alvoroço, logo ao clarear do dia!

"Para me fazer entender chamaria esta parte da nossa memória conchense de: “O Poço”, aquele que lá está em nosso jardim da Praça Tiradentes. Se ele inspirou o meu sonetilho o foi inconscientemente. Pois o seu último verso relata o drama das pessoas em busca de água; e em nossa história conchense das mulheres que logo ao clarear do dia lá estavam em fila indiana para, através de um sarilho,tirar a preciosa água potável para seus lares ou de seus patrões. Elas, as sempre heroínas mulheres de todos os tempos, o faziam cada qual com suas forças e dedicação. 
Falou-se que os responsáveis pela construção da cisterna seriam: Albino da Silva Pinto e Francisco Serraíno. Tal nformação tem fundamento pois ambos lideraram, por volta de 1918, o movimento para construir o 2º prédio da Igreja do Senhor Bom Jesus, no então “Largo da Stª Cruz”, atual Praça Tiradentes. O poço forneceria água para a construção e depois à Igreja. 
Outra versão poderia seria a de que o poço foi feito para fornecer água á construção em 1897, da Capela da Stª Cruz,atual, São Benedito, A hipótese mais plausível é a primeira."
Nelson Malheiro, soneto e texto - "Em Busca de Raízes"


Antes da Praça

Antes de ser inaugurada a praça Tiradentes em 1950, o passeio (footing) era feito descendo e subindo a Rua São Paulo. Nessa época, as moças perfumadas e com suas roupas de domingo passeavam de braços dados e sob olhar de seus apaixonados e admiradores. Embalando esses passeios existia o serviço de alto falante que tocava músicas variadas, mas com uma insistente preferência por "Cubanacan", e cuja locução ficava a cargo de Profeta Ferreira e Arnaldo Scalise. Profeta era também alfaiate, trabalhou nas alfaitarias de José Malheiro e de Euclides Maracini. Arnaldo, boa pinta e imbatível no assobio, hábito entre os rapazes da época, trabalhou como balconista no armazém do seu Marquinho Moraes.


Irene Sbragia, Maria Emília Ferreira de Moura e Lais Guarino, R. São Paulo, 1949.
"O footing na Rua São Paulo começava na esquina com Rua Maranhão e terminava na esquina da Rua Minas Gerais. Era onde melhor se ouvia o serviço de alto falante do CRB, instalado no casarão onde atualmente é a loja Petillu's.
Lembro, como se fosse hoje, Vera Henriques usando uma blusa de lingerie branca com mangas fofas presas no pulsos, em companhia e braços dados com os amigos Moysés Abud e Fued Alexandre.
Na foto a primeira casa é a antiga loja "Casa dos Presentes" do Said Jorge e a casa vizinha era de Dona Chiquinha, que benzia de quebranto passando um machadinho em cruz pelo chão. Eu era assídua rs rs rs. Essas fotos .... mexem com o coração. A porta na extrema esquerda acho que era do sapateiro Adriano Emiliano, sobrinho de Carolina Rugieri Athanazio. Sua filha era casada com Carlos Engler, filho de Trajano Engler Vasconcellos (prefeito na déc. de 1910). Tinham uma filha chamada Laurinha."
depoimento de Toty Maya


O CRB teve sua antiga sede na rua Maranhão, onde hoje é a casa do Elias e da Amra Valdrighi. Quando nesse mesmo local passou a funcionar o cinema, o CRB mudou sua sede, temporariamente, para a rua São Paulo. Aí funcionava um serviço de alto-falante onde eram oferecidas músicas às pessoas, que por falta de uma praça, faziam o footing pela rua São Paulo. A foto ao lado é da antiga sede na rua São Paulo, tirada da Folha de Conchas, datada de 8/7/1949.
Pesquisa e envio da foto: Maria de Fatima Diniz




Relação de músicas oferecidas à Claudia Sbragia, quando do seu 1º aniversário (23/8/1948). 
Pesquisa e envio da foto: Maria de Fatima Diniz.


Profeta Ferreira (4), antigo locutor do CRB. Alafaiataria de José Malheiro (2); 1- Nélson Malheiro; 3- NI; 5- NI, início da déc. 1940


 
Benito, Caleto e Arnaldo Scalise (Galo) (3), antigo locutor do CRB na Rua São Paulo, ao lado de seus irmãos Benito (1) e Caleto (2), início da déc. de 1950.
 
Alcindo Guarino (19)  locutor do serviço de alto falante da Praça Tiradentes.
Os outros são: 1- Doracy Giovanella; 2- Irene Sbragia; 3- Enide Paladini; 4- Prof. Angelo Zampaulo; 5- Yvone Neder; 6- Iná Moraes Barros; 7- Sylvia Moraes Barros; 8- Tereza Abud (Leja); 9- Cinira Moraes Barros; 10- Prof. Alonso; 11- Jorge Aude; 12- Evardete Julia Paladini; 13- Ancilia Calixto Elias; 14- Terezinha Guarino; 15- Cleusa Cabral; 16- Maria Helena Jorge Mir; 17- Rosalina Rodrigues; 18- Jorge Zacharias (Pancho); 20- Manoel Avallone. Missa por ocasião da formatura da primeira turma de professorandos, foto feita em frente a antiga matriz, 1956.


Década de 1950.
Era de ingenuidade, romantismo, elegância e costumes recatados, com as famosas retretas da Lira Antoniana no coreto. As pessoas se vestiam elegantemente para passear no jardim. Época do velho Armandão, antigo trombonista do ínicio da banda, que morava atrás da Igreja de São Benedito e que não se sabe bem o porque se intitulou zelador da praça, ameaçando com um estilingue quem por ventura roubasse alguma flor dos canteiros. O Serviço de transmissão musical ficava nos fundos e ao lado direito da Igreja de São Benedito cujo alto falante, instalado na frente, transmitia a voz de Alcindo Guarino: "De você para você, de você para seu amor, nossa discoteca inteirinha ao seu dispor".  sequência, Dalva de Oliveira cantando "Que Será?", o grande sucesso do momento, preenchia a noite.


Maria José Euzébio (Fiica) com os filhos. Ao fundo a Igreja de São Benedito, 1950
 
Valdomiro Euzébio (Mirico), neto de João B. de Camargo Barros e descendente de Quirino Antonio Euzébio, 1950



Taiá, Tuco, Maria Etelvina Urso, Pedro Urso com Suzaninha no colo, Zú e Xurxe, 1950.


NI, NI, início da déc. de 1950


Antonio Foga (o Tarzan) e sua noiva Mercedes, início da déc. de 1950

Iracema Jorge, Iracema e Rosinha Chaguri, o menino Reginaldo Chaguri, NI, NI. Ao fundo jardineiro guardando seus instrumentos no compartimnto existente embaixo do coreto, déc. de 1950

Loeni e Avari Mariano, coreto da praça, início da déc. 1950

Elizabete Lopes Gonçalez, Mariluce Lopes e Berenice Lopes. Ao fundo, prédio da escola Coronel, início da déc. de 1950


Elizabete Lopes Gonçalez, no fundo à dir. casa da família Alves Lima, início da déc. de 1950




Suzana, Tuco e Zu Urso, início da déc. 1950

Tuco, Suzana e Zu Urso, início da déc. 1950

 Zu, Tuco e Suzana Urso, início da déc. 1950

Tuco e Suzana, início da déc. 1950

Antonia Rodrigues de Moraes (Toty Maya), ao fundo casa de Miguel Jorge, início da déc. de 1950



Nilza Leite Jacob, Claudiana R. Moraes, Terezinha Cavallini, Antonia R. Moraes (Toty), Mario R. Moraes e Gilberto Rossi (menino), início da déc. de 1950.
Mariúma e Eurídes, 1950

Dina Felício e NI. Do lado esquerdo, o portãozinho de ferro feito pelo Joanino Maimone. Existia um em cada entrada do coreto, início da déc. de 1950.


Dina Felício, NI e Felícia Chaguri, início da déc. 1950



1- Michel Chaguri, 2- Iracema Chaguri, 3- Eni Chaguri, 4- Claudiana Rodrigues de Moraes, início da déc. de 1950


Iracema Chaguri, Claudiana Rodrigues de Moraes, Eni Chaguri e Rosinha Chaguri, início da déc. de 1950



NI, Gilda Annibal, Otávio, Benedita e Roberto, 1953

Elmar, Lígia, Sonia, Gilda Annibal e Roberto Annibal, 1955


1- Antonia Rodrigues de Moraes (Toty Maya); 2- Sueli Souza Lopes; 3- Meire Ribeiro Marcondes; 4- Loeni Mariano, Ao fundo parte da escola Coronel, 15 de setembro de 1957


 Claudian Rodrigues de Moraes, déc. de 1950




Pedrinho e Iracema Chaguri, déc. de 1950



Adicionar legenda


Sentadas: Rosalina Rodrigues, Cleusa Cabral, Maria Aparecida Carrara, Terezinha Guarino, Maria Helena Jorge Mir, Doraci Giovanella, Enide Paladini. Ajoelhadas: Ivone Neder, Irene Sbragia, Ancilia Calixto Elias e Celia Antunes da Siva, 13 de dezembro de 1955


Nano Moraes, Orlando Luvizoto, Maurício Moraes, Clóvis Caram e Jorge Simão. Placa com o Nano: ""Proibido sentar e entrar no coreto", início da déc. de 1950



Em pé: Claudiana R. Moraes, sentadas: Elioreth e Antonia R. Moraes (Toty Maya), déc. 1950

Mario Moraes, déc. de 1950
Valderez Felício, 7 de junho de 1959


Valderez Felício e José Carlos, 7 de junho de 1959

Valderez Felício e José Carlos. Ao fundo e à esq, atelier do fotógrafo Rebelo, 7 de junho de 1959

Valderez Felício e José Carlos, 7 de junho de 1959
Valderez Felício e Terezinha Guarino, 7 de junho de 1959

Valderez Felício e Terezinha Guarino, 7 de junho de 1959

Detalhe ampliado da foto acima:  No fundo a Compania de Eleticidade San Juan (Tatuí), no local onde hoje se encontra o bar "Balde Branco". Seu funcionário era Paulo Cresciulo, cuja residência ficava do lado direito. A casa à esquerda da San Juan era o bar do Ribani.

Nina, Gregorio, Elioreth e Marco Antonio Moraes, pça Tiradentes, final da déc. 1950

Marco Antonio (filho de Elioreth e Mario Moraes) e Gregorio (filho de Nina e José (Ico) Guarino). Conchas, final déc. 1950

 Década de 1960.
O início da década confirma a praça como local preferido da juventude para passear nos finais de semanas. Depois da sessão do Cine Cruzeiro, nada melhor do que ir até praça "para ver e ser visto". Carima Caram, causa sensação dirigindo seu Simca Chambord roxo. Da metade para o final da década, os jovens tomam conta do jardim com suas roupas coloridas inspiradas na jovem-guarda. A moda é dar voltas ao redor da praça, homens no sentido horário e mulheres no anti-horário, aproveitando o encontro para flertar. As retretas da Lira Antoniana ainda fazem sucesso no coreto e músicas italianas dominam o alto falante: "Alguém oferece para alguém como prova de muito amor", e Gigliola Cinquentti cantando "Dio Come Ti Amo" ecoa por toda a praça.


Wilson (Baltazar) Diniz e Claudia Sbragia, tempos de namoro, 1960


Claudia Sbragia, 1960





Roberto Annibal, 25 de maio de 1967


1- Jorginho Elias; 2- Paulo Roberto Curi; 3- Alexandrinho Curi, início da déc. de 1960


Davi Abud, Eliorete Fexina e Ligia Lopes, déc. de 1960

Carima Caram (à esq.) e o seu famoso Simca Chambord roxo, ao seu lado: Cidinha Durães, Helenice Durães, Fádua Caram e Loeni Mariano, início da déc. de 1960


 João Annibale, 22 de dezembro de 1963


Lira Antoniana tocando na praça, Miguelzino Jorge segurando o estandarte, déc. de 1960



Fanfarra do ginásio na Praça Tiradentes, da esq. p/dir. Prof. Elliot, João Mir e Benedita Capeli, no lado esquerdo e atras do João Mir, está a Herminia Mimi, início da déc. de 1960


1- José Nivaldo Sbragia (Zezo); 2- Paulo Roberto Curi; 3- Alexandrinho Curi, início da déc. de 1960


Elioreth, Marco, Marinho e Antonia Morares (Toty Maya). Pça Tiradentes, déc. 1960



Inês Ribani e Jamila Caram, déc. de 1960. Ao fundo caminhão (verde escuro, se não me falha a memória) da fábrica Doces Confiança, que abastecia os bares da cidade.

Claudete, Margarete Paes, Marcos, Filomena (Filo) Paes, Ivani Paes e Rita Paes, final da déc. 1960.

Ivan Luiz Paes, déc. de 1960.

Tuco Urso, Ivan Luiz Paes, IInho Nunes e Dimas, déc. de 1960.

Inho Nunes, irmão do Paulo Nunes, déc. de 1960.

Inês Ribani e Ivan Luiz Paes, déc. de 1960.

Jamila Caram e Inês Ribani, déc. de 1960.


Década de 1970
No início da década, o jardim sofre a primeira reforma que pouco alterou o desenho original, são colocados seixos sobre o antigo piso de terra batida e arquinhos coloridos de ferro em volta dos canteiros. O casal Pedro e Diva dos Santos, na Rua São Paulo e Antonio (Toninho) Caglio, na Rua Goiás, são os pipoqueiros oficiais do jardim. A cabine de som se muda para a a Rua Goiás, ao lado da então novíssima e moderna "Lanchonete Butinão", de João Jorge Mir, ponto de encontro badalado da juventude que marcou época. Nas portas dos banheiros ao invés do tradicional "Ele e Ela" estão escritos "Bicho e Gata". No final da década, calças "boca de sino" e blusas "cacharrel" vão aos poucos sendo trocados por figurinos mais modernos, inspirados nas Discotecas. O, então, prefeito Anivaldo (Vadico) Lopes inaugura a fonte luminosa, com banheiros públicos na parte de baixo. As músicas são bem variadas, mas o gosto popular domina; "Tornerò" não sai do alto falante, agora instalado sobre o teto do coreto.

NI, Iramaia Urso no colo de Silvinha Bertim, Angela Annibal, João Annibale e o menino Alexandre Urso, 1976.


Os irmãos Maria de Fátima e José Diniz, final da déc. de 1970


Daniel Zugueib Coutinho, 1976

A praça vista da esquina das Ruas São Paulo e Goiás, 1975

Visão aproximada do mesmo ângulo da foto acima.


Década de 1980
A balzaquiana praça, que ainda era chamada de jardim, se torna um verdadeiro óasis no meio da cidade, suas plantas e árvores, já adultas e bem formadas, expõe toda a sua beleza verdejante. Como testemunha dessa época, posso dizer que os dois, infelizmente extintos, caramanchões que ficavam nas laterais do coreto com seus bancos de madeira e braços de ferros imitando cachos de uvas eram os locais mais bonitos e aprazíveis da cidade. Em contrapartida, a praça em si, começa pouco a pouco a perder a frequência da juventude para os bares e lanchonetes do seu entorno. A banda já não toca mais todos os domingos e não se dá mais voltas ao seu redor. O processo de degradação se torna acelerado ao final da década. O centro da praça, menos iluminado e que até então era o lugar preferido pelos casais de namorados se torna local impróprio e os banheiros públicos, locais sujos e perigosos. Nos anos 90, com o fim dos bailes de carnavais de salão do CRB, a praça acolhe os foliões dos carnavais de rua deixando como saldo bancos quebrados, canteiros e coreto destruídos. Seguem, praticamente, duas décadas de falta de cuidados. Esse quadro se reverteria em 2010, com a reforma e remodelagem feita na administração da Prefeita Adriana Del Bem, que tornou a praça novamente um local seguro e frequentável, devolvendo aos conchenses o seu querido jardim.


Reinaldo Elias, Araldo Vieira, Touro, Marcio Povala, Marcos Lisboa Garcia. Na extrema esq. a fonte luminosa e na extrema dir. parte do extinto caramanchão, 1982.

Antonia R. Moraes de Oliva Maya (Toty Maya) e a placa em homenagem ao seu pai, Marquinho Moraes, por ocasião da reinauguração da praça Tiradentes, após reforma e revitalização em 2010.

Trilha sonora do tempo
  

Footing na Rua São Paulo, déc. de 1940 - (Cubanacan - Lecuona Cuban Boy's)

 


 
Praça Tiradentes, déc. de 1950 - (Que Será? Dalva de Oliveira)




Praça Tiradentes, déc. de 1960 - (Dio Come Ti Amo! Gigliola Cinquetti)





Praça Tiradentes, déc. de 1970 - (Tornerò - Il Santo California)








11 comentários:

  1. Como sempre surpreendendo!... A montagem está fantástica! Tenho umas fotos p te enviar, pelo menos p rir à beça...
    PArabéns! Estou com algumas fotos no arquivo do Blog que foram colocadas no Simpósio e pediria que você fizesse os comentários...
    Abs
    Virgínia
    Algo me diz que a informação dos bancos veio do João Mir... será?

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  2. Obrigado Virgínia, vc foi a primeira a comentar essa postagem.
    Vou olhar as fotos e fazer os comentários e qto a informação sobre os bancos, veio da Prefeitura.

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  3. Reinaldo como havia dito logo após a postagem ,precisava de um tempo para reencontrar meu chão e norte.Rever a trajetória da cidade e de quebra a da própria vida é uma aventura indescritível,uma viagem no tempo.O jardim faz parte da minha lembrança muito antes de existir oficialmente.Assunto do meu pai nas refeições familiares,conversas com amigos e pessoas envolvidas no projeto e execução do mesmo.Lembro do entusiasmo e alegria com que acompanhou cada etapa de sua construção.Nós familiares vibravamos juntos e o meu avô Mario,sempre ligado a natureza,"regava" as mudas que ficaram em nosso jardim ,esperando o plantio definitivo na praça. Como dizia Miguel,fotos têm perfume,essas têm,principalmente dos jasmins-do-cabo e das magnólias que rodeavam o coreto (ainda existem?). Quando floridos os canteiros de margaridas,rosas,biris,hortências e miosótis (forget me not)encantavam quem por alí passava.Você conseguiu com sua sensibilidade reproduzir o tempo,os sons,os frequentadores e a importância da praça em várias épocas.Nunca havia notado mas ser fotografado nos seus bancos e vegetação parece foi um must dos moradores.Mais uma vez PARABÉNS1.Ansiosos esperamos pela próxima viagem...Haja coração.

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  4. Toty, obrigado pelas belas palavras. Confesso, mais uma vez, que preparar essa postagem também me deixou com o coração apertado... tantas lembranças!!! Também notei, depois de preparar muitas fotos, que a praça proporcionou um lindo cenário para as fotografias dos moradores, espero que agora, depois da ultima reforma, continue sendo.

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  5. Como sempre, mais um post maravilhoso!!
    A praça faz parte da vida de todos nós! Lindo trabalho,querido!
    Bjs

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  6. Parabéns, Reinaldo! Seu blog é lindo e muito gostoso de passear. Tb adoro fotografias antigas, guardo várias que foram da minha avó materna e tb as da minha mãe...

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  7. Reinaldo que coisa mais linda!!! Obrigada! Tudo ficou lindo! Mais uma vez obrigada por tao lindo e emocionate trabalho! Vivi tudo de novo. As músicas foram show tambem!
    Maria Odete

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  8. Eu me lembro muito daqueles degraus, lembro que quando criança meus pais nos levava-eu a meus irmãos-para andar na praça, e comer pipoca, lembro muito também dos ganchinhos ao redor das arvores, so senti falta do marco onde passa o trópico de capricornio na praça,do restante ficou lindo, lindo,lindo esse resgate de memorias,parabéns ao belo trabalho.
    Lucimara Falchi

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    1. Com lágrimas regando a memória agradeço imensamente por este belo trabalho dos tempos que não voltam mais! Nos anos 60 eu era um adolescente cheio de sonhos e planos caminhando com meu colegas de época na famosa Praça Tiradentes. Lembranças maravilhosas de João Abílio, Peva, Pedrinho Firmino, etc. Grande abraço Reinaldo Elias. Deus o abençoe grandemente, e continue a pesquisar e a enriquecer a história de Conchas.

      Ademar Silveira Lara - Curitiba, 30.04.13

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  9. Reinaldo, seu blog é excelente, parabéns! Muito bem estruturado, com histórias e fotos muito interessantes e bem escritas. Sou filho de conchenses (Luiz Carlos Bertin e Maria Cristina de Oliveira Bertin), e até hoje vou para lá visitar meus parentes e relembrar minha infância. Aproveitando o post, gostaria de saber se vc tem algum história sobre a vinda de imigrantes à Conchas, e sobre o Bairro de Santana, onde minha mãe nasceu e cresceu. Abraços!

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  10. Boa tarde!
    Ao visitar as fotos, deparei-me com uma foto do caminhão de Doces Confiança. Em seu arquivos haveriam fotos mais detalhadas?. Estou ajudando um amigo a reproduzir miniaturas de caminhões de doces antigos, todas as marcas.
    Facebook: Léo B. Braz
    e-mail: leoborg@ig.com.br
    Abraços!

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